Blog da Afam Consultoria

Sua Coleta é Mesmo Seletiva?

Dicas de como realizar uma coleta seletiva com qualidade.

A coleta seletiva é uma destinação incentivada para qualquer tipo de resíduos, seja ele doméstico ou industrial. Sabemos que de acordo com as práticas ambientais e técnicas de prevenção da poluição na fonte, o ideal seria não gerar tais resíduos, isso seria possível desde que as organizações utilizassem formas de otimizar seus processos, substituir componentes ou substâncias perigosas. Quando isso não é possível, o reuso e a reciclagem torna-se uma alternativa plausível.


Ao invés de despejarmos todo o resíduo doméstico ou industrial nos aterros sanitários, o que é um grande risco para as organizações, encaminhamos parte deles à reciclagem e reuso.


A boa notícia é que a coleta seletiva já é uma realidade em vários lugares do nosso país. Há anos, casas, edifícios, empresas e indústrias fazem a separação e a destinação correta dos materiais que podem ser reutilizados. Não à toa, os programas de reciclagem são uma das facetas mais populares da Gestão Ambiental. Atualmente, é inadmissível o estabelecimento de projetos de Gestão de Resíduos, de Identificação de Aspectos Ambientais e de Gerenciamento de Impactos Ambientais que não contemplem a coleta seletiva e a reciclagem.


Por outro lado, a má notícia é que essa prática é ainda exceção no Brasil. Segundo o IBGE, apenas 15% dos municípios brasileiros têm acesso à coleta seletiva e à reciclagem. Para piorar ainda mais esse quadro, do lixo que poderia ser reaproveitado, apenas 3% são efetivamente reciclados. Esse dado é do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), portanto, ainda há muito a ser feito em termos de Gestão Ambiental.

A coleta seletiva começa com a separação dos resíduos que podem ser reciclados. Em seguida, os materiais recicláveis são destinados a locais que fazem a reciclagem propriamente dita ou que direcionam esses materiais para sua reutilização na indústria. Uma alternativa interessante para não utilizarmos os aterros é o envio dos resíduos para o co-processamento em indústrias de cimento, caso ainda, seu resíduo possua bom poder calorífico, poderá ser usado como combustível em substituição as matérias-primas compradas por esta organizações. A combustão é a reação-chave do processo de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.


Para quem está pensando em iniciar esta prática em sua casa, condomínio, comércio, indústria ou cidade ou para quem deseja avaliar se seus programas atuais são adequados, aqui vão dez dicas de como promover uma coleta seletiva com qualidade.


1) No caso de comércios, indústrias, edifícios e condomínios, fazer primeiramente o diagnóstico/classificação dos tipos de resíduos mais comuns que são gerados ali. Esse dado indicará o índice de reciclagem possível do lixo e a busca de parceiros que podem aproveitar esses materiais.


2) Conscientizar constantemente as pessoas envolvidas (funcionários, clientes, moradores, parceiros, famílias, amigos) para a importância da reciclagem e a maneira correta para fazer a coleta seletiva.


3) Disponibilizar espaços específicos e adequados (secos, limpos, arejados e bem sinalizados) para o acondicionamento e o armazenamento dos resíduos até a coleta final.


4) Disponibilizar coletores em locais de fácil acesso e de grande fluxo de pessoas.


5) Incentivar o público envolvido a separar os materiais recicláveis secos do rejeito/lixo comum.


6) Fazer uma distinção dos tipos de materiais recicláveis. O mais comum é separá-los segundo as seguintes categorias: metal (aço e alumínio), embalagens longa-vida, papel, papelão, plástico e vidro. Mas...., se para seu condomínio ou estabelecimento comercial é uma mudança muito radical de conceito, comece ao menos tendo duas grandes separações, as secas ou recicláveis (alumínio, plásticos, papel etc.) e as úmidas ou não recicláveis (resto de alimentos, embalagens contaminadas, etc.).


7) Estabelecer parcerias com cooperativas da região. É importante selecionar um operador que faça o recolhimento dos materiais de maneira correta. Afinal, não adianta separar o lixo reciclável direito se depois o operador irá misturá-lo (um erro, infelizmente, bastante comum em nosso país).


8) Fazer parcerias com empresas, indústrias, residências, condomínios e edifícios próximos para realizar também a coleta seletiva. Isso é fundamental pois as cooperativas precisam de grandes volumes para realizar o transporte do material reciclável.


9) Certificar-se que a cooperativa/operador dê o destino correto a cada tipo de material. Ou seja, os itens selecionados precisam voltar a cadeia produtiva (serem efetivamente reciclados e reutilizados).


10) Avaliar e melhorar o índice de materiais recicláveis que são efetivamente coletados.


Atualmente, a AFAM dispõe de clientes que possuem destino ZERO ATERRO, projetos com grande visibilidade internacional, clientes como Unilever, Takeda, entre outros, fazem parte desta nobre lista.


Os projetos da AFAM incluem a implementação de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), certificação NBR ISO 14001, NBR ISO 50001, Gestão de Resíduos, Estudo e Investigação de Áreas Contaminadas, Aspectos e Impactos Ambientais, Licenciamento e Documentos Legais, Mapeamento de Processos, Indicadores de Desempenho Ambientais e Técnicas para Produção mais Limpa (P + L).


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